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Um sol em meu nome

Com belíssimas ilustrações o livro conta a história do menino Carlos, refletindo em torno de seu próprio nome e de sua história. Afinal, o garoto sabia que seu nome era o mesmo do seu pai e que era também igual ao nome do avô. Carlinhos, Carlos ou Carlão… um nome para cada um em cada idade e em cada tempo ou lugar.

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Camelo e o Camelô

A autora, valendo-se da tradição oriental de relatar histórias, transporta os leitores a uma divertida viagem pelo deserto.

O livro destaca a riqueza poética da oralidade popular e o conhecimento da mitologia do povo egípcio.

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Carta para El Niño

Com este livro, a autora começa uma nova aventura pela Paulus, com a ajuda dos ventos, das ventanias e dos vendavais que o tal “El Niño” se encarrega de aprontar. Gloria Kirinus sempre aguardou mensagens do mar. Resolveu escrever para “El Niño”, para ver se ele respondia. E o tal “El Niño”, cheio de mistérios, no lugar de mensagens manda chuva, sol, ventos e nuvens novidadeiras.

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O autor Lucas Buchile fala um pouco sobre “Carta para El Niño”, da escritora Gloria Kirinus, ilustrado por Andréia Resende (Editora Paulus). Vídeo da série Coletivo lê Coletivo, do Coletivo Era Uma VeZ.

 

 

Um barco em meu nome

Mário é um garotinho bastante observador. Um dia, reparando na grafia de seu nome, percebeu que nele moravam o mar e o rio, duas palavras bem especiais. Ele então constatou que ambas eram muito amigas, cada uma com sua respectiva característica: o mar é salgado, o rio é doce. No final da historinha, o menino tem uma agradável surpresa quando sente um balanço nas letras do próprio nome mudá-las de lugar e dar espaço para outra palavra surgir…

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Resenha:

Por Nic Cardeal (21.04.2018)

Escrito por Gloria Kirinus e ilustrado por Maria Eliana Delarissa, que conta a doce história do menino Mário, um pequeno curioso das letras e palavras.
Mário é um menino esperto de verdade. Sobe em árvore, olha o rio, lembra do mar. Vai pensando muito depressa, mas também sabe sonhar bem devagar. Sabe muito bem que existe água doce lá na beira do rio e água muito salgada lá no profundo mar azul. É, de fato, um garoto muito curioso, e até parece que passa a noite inteira sonhando com palavras querendo brincar de mudar de lugar.
Ele já sabe, de ouvir contar, que tanto o mar, como o rio, moram em seu nome. De qualquer maneira, confirma a notícia com seus pais: é verdade, e essa verdade Mário não haverá de esquecer jamais! Então ele pensa, pensa bastante, bem ligeiro e bem faceiro, e percebe que o mar e o rio do seu nome são amigos, um é doce, outro é salgado, um está na torneira, no chuveiro, outro faz marola no barco que vem e que vai visitar o amigo!
Mário é tão criativo que até imagina um anzol de pescar palavras no mar, de catar letrinhas no rio! Seus pais, assustados com tanto mar de palavras e tanto rio de letrinhas na imaginação do menino, alertam, preocupados: “- Filho, cuidado com tanto mar! – Filho, cuidado com tanto rio!” E Mário, tão desligado, vai logo dizendo despreocupado: “- Não vou me molhar, nem pegar resfriado…”
De tanto balançar de um lado pro outro no mar de palavras e no rio de letrinhas de sua imaginação, Mário brinca de trocar letrinhas de lugar: tira daqui, tira de lá, troca essa com aquela, ‘noves fora’, agora é que são elas, quanto sobra na marola? Um barco navegando em seu nome de rio, em seu nome de mar!
Todo feliz, Mário grita de alegria: “- Mãe, Pai, mora um barco em meu nome!”
Que tal dar um passeio no barco que mora no nome do menino Mário? Recomendo com muito entusiasmo! Tira remo, troca letra, joga o ‘eme’ na marola do mar, e faz do ‘i’ a isca de fisgar um ‘bê’ e um ‘cê’, e pronto: está feito o barco pra passear nas ondas da imaginação do menino Mário!
Agora é hora de contar só mais um segredo: sabe por que a Gloria tanto gosta de contar essa história das palavras que habitam no nome do Mário?
É que a GLORIA também tem um nome muito vasto, muito rico, todo feito de sucesso:
– nele o mundo todo RI,
– um GORILA brinca ali,
– a ROLA voa,
– a GOLA aquece,
– o LAGO molha,
– o RIO corre,
– a GAROa cai,
– a GLORIA escreve
– e eu LI!

(Vale a pena conhecer esse livro muito lindo!)

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Synthomas de poesia na infância

Synthomas de poesia na infância é resultado de pesquisa e trabalho de muitos anos da poetisa e especialista em literatura, Gloria Kirinus, sobre a criança que nasce com potencial criativo, intuitivo e intelectual e que, muitas vezes, é incompreendida por pais, educadores e profissionais da saúde que identificam nela sintomas de transtornos (Déficit de Atenção – DDA ou Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade – TDAH).

Através de depoimentos, relatos, entrevistas e experiências, a autora, sem duvidar dos estudos médicos sobre tais transtornos, argumenta que nem toda criança que foge do padrão normal de comportamento deve ser tratada como caso clínico. “Mas as crianças não aprendem” ou “Mas as crianças ficam distraídas” são preocupações válidas, mas não podem ser confundidas com a alegria entusiasmada e eufórica da infância livre e sem preocupações.

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“Escrito a partir das próprias entranhas do conflito – família e escola – , o livro Synthomas de Poesia na Infância levanta questões significantes e relações precisas entre infância e Poesia.”

Roselete Aviz de Sousa
Dra. em Educação/UFSC

“Esta leitura não tem contraindicações. De modo genérico, o efeito esperado é o de uma ampliação de visão a respeito das crianças com quem convivemos, resultando num entendimento e aceitação significativamente melhor de seus olhares, suas perguntas e seus estranhamentos.”

Joanita Ramos
Jornalista e mestre em Educação

“Este livro de Gloria Kirinus nos traz reflexões sobre os synthomas originais da infância. E nos mostra que, para compreender o universo infantil, basta deixar a criança voltar a ser criança, com seus surtos poéticos, seus delírios e sua vocação para a alegria”

Thelma B. Oliveira
Pediatra e escritora.

 

Se Tivesse Tempo / Si Tuviera Tiempo

Poesia para todas as idades. A autora expressa com conhecimento, humor, ironia leve e mágico lirismo o valor do ócio criativo, da contemplação e do devaneio.

Ah, se tivesse tempo… …mais tempo para ler e aproveitar a poesia, seja em português ou espanhol.
Um belo modo de unir as duas línguas irmãs para crianças, jovens e gente de qualquer idade, pelas mãos de Gloria Kirinus.
Ah, si tuviera tiempo

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O Sapato Falador

Numa insólita enchente o encantamento acontece: Sapatos que falam estendem as mãos (ou seriam os pés?) para um menino flagelado. Então, solidão e solidariedade, desespero e esperança, Sul e Norte, esquerdo e direito, individual e coletivo, real e imaginário, como se fossem antigos amigos, promovem a comunhão dos opostos e o clarão de um olhar renovado. E para completar, ternura e poesia também enlaçam as mãos e movimentam sentidos e sentimentos, numa cantiga final.

Entre nesta história, leitor de tantas idades. Editora, escritora e ilustradora estendem mãos para você.

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Reedição no prelo da editora Paulus.

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O livro O Sapato falador sendo encenado pelo grupo de teatro Cena Hum, de Curitiba:

O grupo de teatro Cena Hum, de Curitiba, encenando O Sapato Falador, livro de Gloria Kirinus.

 

 


 

PORQUE SAPATOS TAMBÉM FALAM
por Nic Cardeal

O SAPATO FALADOR (São Paulo: Cortez, 2008) é um livro infantojuvenil escrito por GLORIA KIRINUS e lindamente ilustrado por Simone Matias, que conta a história de um menino e de seu sapato que fala!

Diz a incrível escritora Gloria que uma vez choveu tanto, tanto, tanto, que a chuva, que era pra ser só uma chuvinha de nada, virou logo e muito ligeiro uma grande chuvarada! Só que essa chuvarada continuou chovendo, e então essa mesma chuvarada virou uma enorme inundação, alagando casas, afogando móveis e até brinquedos, conforme lhe contou um menino que viveu aquilo tudo bem de pertinho!

A chuva foi tanta que levou embora até os sorrisos, as alegrias e as esperanças de toda aquela gente que morava tanto tempo ali que já estava até virando semente! Não teve misericórdia nenhuma aquela chuva de fazer história: cobriu os campos, os cantos, os montes e os telhados – de casa em casa, de rua em rua – levando pra distante cada pedaço de tranqueira, deixando todo mundo assim meio que bêbado de tanta água – literalmente “(…) em seu lugar deixou só gente de cara lavada (…)” (2008, p. 7)!

Disse o tal menino pra Gloria que não ficou ninguém em nenhuma casa, foram todos juntinhos levados para um grande casarão, porque foi a única construção a se manter de pé bem firme desde o chão, enfrentando rios e águas, tempestades e cascatas – era bem forte esse senhor tal de casarão! A notícia correu mundo e todo o povo do casarão saiu na TV: os tais flagelados do sul bem molhados, famintos e descuidados!
O menino também disse que de repente todo aquele mundo de gente ouviu um forte estrondo despencando lá dos céus! Desolados, acharam os pobres coitados que era mais um trovão daqueles, de trazer mais água, sempre água, muita água… Mas qual não foi a surpresa toda cheia de alegria! O barulho era do motor de um helicóptero, verdadeiro espetáculo descendo dos céus feito um grande furacão! Veio todo faceiro o tal do helicóptero ligeiro, jogando do alto muitos mantimentos pra matar a fome, o frio e a sede de todo o povo do casarão!

O menino era só felicidade ao contar pra nossa querida Gloria essa história registrar: “(…) Façam fila! As crianças em primeiro lugar. Agasalhos e alimentos para todos vão chegar (…)” (2008, p. 11). Mas esse menino tinha outra razão muito mais especial pra estar tão radiante a narrar toda essa tal de ‘contação’ – não é que ele ganhou um sapato novinho em folha pra calçar seus pés descalços e molhados de tanta chuva? Além disso, qual não foi sua surpresa ao encontrar um bilhete dentro do seu sapato-presente: “(…) Para você, caro amigo, meu  SAPATO FALADOR (…)” (2008, p. 12).

O menino, desconfiado, achou que era brincadeira do outro menino que havia lhe enviado um sapato tão cuidado: “(…) – Engraçadinho esse menino, deve ser rico e levado. Como acreditar que um sapato possa de fato falar? (…)” (2008, p. 12). Mas sua desconfiança durou pouco, muito pouco, pouco mesmo, porque imediatamente um sapato após o outro falaram quase juntos e bem alto: “(…) – Falo, sim – exclamou o Direito. – Falamos –  o Esquerdo corrigiu.  – Sim, falamos – ao mesmo tempo falaram ambos (…)” (2008, p. 14). O menino, ainda assustado, calçou os sapatos e levantou maravilhado, agora poderia conversar com seus sapatos, brincar, bagunçar  e se divertir, e esquecer um pouco aquela tristeza todinha molhada…

‘Interessante é que cada sapato era de um jeito tão do seu jeito’, disse o menino pra sua contadora de histórias! O Direito era todo bem direito, não gostava de bagunça, mas o Esquerdo… pra ele sempre tinha um jeito de fazer uma baguncinha divertida e das boas! O menino ficou todo feliz, bem calçado no meio de tanta criança descalça, com dois amigos falantes  literalmente aos seu pés!

Os dias foram passando e a chuva não passava…
‘ – E eu me sentindo tão diferente, Dona Gloria… porque eu tinha um sapato falador, enquanto as outras crianças todas descalças…Até que um dia acordei assustado com o meu sapato Esquerdo me chamando de sobressalto’, contou o menino todo bem calçado: “(…) Acorda, acorda, preguiçoso! Achei um achado, um colosso! (…)” (2008, p. 23). ‘O sapato Esquerdo me pegou pelo pé e me levou com ele lá pra fora onde tinha muita lama e muitos caminhões atolados. Nós nos divertimos a valer no meio de tanta lama e dizeres de caminhões muito engraçados!’

‘Então uma frase me tocou o coração, Dona Gloria! Dizia bem assim aquele letreiro de caminhão: “Todos os homens nasceram para ser livres e iguais entre si” (2008, p. 24). Sabe, olhei pro meu sapato falador e me senti desigual, fiquei triste, não sorri… Voltei cabisbaixo pro casarão e enquanto eu pensava na frase que da minha cabeça não largava, os dois sapatos ficaram um bocadinho de tempo cochichando lá no cantinho e me olhando de olhos baixinhos, baixinhos… Até que os dois vieram se aproximando devagarinho, pé ante pé (digo, sapato ante sapato!), e sabe o que me revelaram, senhora contadora dessa história? Ah, mas vou lhe contar bem baixinho, pra senhora escrever direitinho tudo aí!’
Pra saber o final da história desse sapato tão animado, você precisa correr ligeiro até a livraria mais próxima pra saber se o tal calçado falador ainda está descansando por ali, porque, de fato, ele é tão faceiro e gosta tanto de visitas que…sabe lá se ele já partiu pra ir fazer festa com outra criançada lá distante no nordeste ou, quem sabe, foi brincar com os meninos ribeirinhos da floresta!

Uma coisa é bem certa: esse sapato veio bem a calhar pro menino flagelado – estendeu a mão (digo, o pé) num momento mais precisado pra quem perdeu tudo e ficou sem nada – nem sapato!

Tem outra coisa muito importante nessa história de um sapato que ‘fala pelos cotovelos’ (ou seria pelas gáspeas?): ele ajuda a criançada a dar valor à alegria, à solidariedade, à ternura e à esperança! Também ensina o respeito às diferenças: o direito e o esquerdo, o claro e o escuro, a noite e o dia, o sozinho e o misturado, a criança e a criançada! E que um oposto não é ruim – é apenas o outro lado da mesma moeda que você joga lá pro alto! Como quando você fecha os olhos e olha ‘por dentro’, ou quando abre os olhos e ‘olha por fora’!

Vale a pena ler pra criançada a história do menino que tem a sorte de ganhar um sapato falador, e que depois conta tudo para a ‘Gloria contadora de histórias’!

 

 

Tartalira

Este livro conta, em prosa poética, a história de Tartalira, uma tartaruga ligada à mitologia grega e que tem a sensibilidade de tocar como uma lira nos dias de vento. É um livro ricamente ilustrado que tem a vantagem de apresentar às crianças um novo idioma de forma divertida e agradável.
Vale lembrar que o livro foi selecionado para participar da Feira do Livro de Frankfurt.

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Quando chove a cântaros / Cuando llueve a cántaros

Quando chove a cântaros é um poema divertido e encantador sobre a chuva, que lava a alma e abençoa as plantações, fazendo brotar a esperança. Quando chove tanto assim, a terra quase se mistura com o céu e o leitor se esbalda nas imagens inusitadas, como a dos astros que se divertem com a confusão provocada pela inundação na cidade.O livro tem apresentação bilíngüe, português e espanhol, e transforma-se numa ótima oportunidade de aprender uma segunda língua. As ilustrações com ares de pintura primitivista de Graça Lima encaixam-se com perfeição nesta produção que atravessa fronteiras de mundos aparentemente distintos, mas que se unem numa mesma realidade latino-americana.

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Criança e poesia na pedagogia Freinet

Este livro é fruto da inquietação da autora com a percepção poética infantil e de sua crença no inatismo poético do ser humano, promovendo um fecundo e reflexivo diálogo entre a teoria e as leituras de textos literários infantis.
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“Não poderia deixar de vibrar com sua reafirmação da natureza mito-poética do sujeito-homem. Nada me poderia ser mais grato que dar-de-cara com sua defesa do inatismo poético por todos nós. Estou cada vez mais feliz por ver ratificada a certeza que tenho defendido; esta: é possível ser belo sendo sério. Seu ensaio se tece na beleza do discurso que, poeticamente, diz o poético. Você não escorrega nem para a chatice do discurso acadêmico, nem para o embalo alienante do leitor lambuzado na pieguice açucarada da fala bonita. Lindíssima sua expressão escrita.”

Francisca Nóbrega

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“Para esta evolução pedagógica faz-se necessário que seja implementada uma campanha educativa, por meio de oficinas e outras formas de aperfeiçoamento direcionadas ao professor, de modo que este profissional possa ser mais que um educador, mais que um mestre, sobretudo, um ser poetizado, que saiba traduzir os rabiscos vítreos da fantasia ‘infantil’, e que para isso, use os cinco sentidos, o sexto, o sétimo sentido, a fim de que a poesia não adormeça nos olhos destes pequenos. Do contrário, há uma grande probabilidade da escola continuar lançando ao mundo, seres humanos vazios de valores, fazendo com que a sala de aula se torne laboratório de futuros analfabetos de alma.”

Patrícia Hoffmann

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